Hospital Santa Rita

10 de Julho de 2020 -

15/06/2020 - 08:27:20 - Atualizado em 15/06/2020 - 08:29:54

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Radiologia intervencionista do Santa Rita realiza ablação de tumor renal

O procedimento consiste em eliminar o tumor de forma minimamente invasiva e com recuperação mais rápida do paciente


Dr. Carlos Henrique Segall, Dr. Marcos Menezes e Dr. Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior
 

Um dos maiores avanços da medicina oncológica, a ablação de tumores, foi realizada na última sexta-feira (29/05), no Hospital Santa Rita, para tratar câncer de rim em um paciente de 66 anos de idade. O paciente passa bem e teve alta hospitalar com menos de 24h de internação.
 
O procedimento, feito por técnica de radiologia intervencionista, informa o médico radiointervencionista Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior, consiste em inserir uma agulha, guiada por tomografia computadorizada em tempo real até o local do tumor. Ao chegar no local exato, a agulha é conectada em um equipamento que emite radiofrequência, aquecendo a região em até 70°C, o que provoca a destruição do tumor. No interior dessa agulha circula soro fisiológico gelado que resfria a ponta da agulha, impedindo a carbonização.
 
A ablação do tumor no rim foi realizada pelos médicos radiologistas intervencionistas Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior, do Hospital Santa Rita e Marcos Menezes, diretor dos serviços de Radiologia Intervencionista dos hospitais das Clínicas e do Sírio Libanês, de São Paulo e acompanhada pelo urologista Carlos Henrique Segall Júnior, também do Santa Rita.
 
Benefícios
A avançada tecnologia, ainda pouco utilizada no Brasil, reúne equipamento que emite ondas eletromagnéticas de alta frequência para “queimar” o tumor e destruí-lo em poucos minutos. Por isso a necessidade da tomografia computadorizada para guiar a agulha, aliada a experiência e conhecimento do médico radiologista intervencionista, permitindo que uma fina agulha seja introduzida no corpo humano até o local alvo do tratamento, sem atingir vísceras ou vasos sanguíneos pelo caminho.
 
De acordo com o médico Luiz Sérgio Pereira Grillo Júnior, entre os benefícios para o paciente estão: ser um procedimento menos invasivo, apresentar menor tempo de recuperação pós-cirúrgica, menor tempo de internação, quase não apresentar dor após a cirurgia, menor necessidade de transfusão sanguínea e não deixar cicatrizes.
 
Outro benefício é a certificação de sua eficácia por meio de tomografia contrastada após a cirurgia, quando é possível verificar toda a área tratada e conseguir saber se o tumor foi inteiramente destruído.
 
Até o momento este procedimento está liberado para pacientes de convênios e particular. 
 
Tese de doutorado
A ablação de tumor no rim fez parte de uma tese de doutorado defendida pelo médico urologista Carlos Henrique Segall Júnior, cujo título foi  "Ablação percutânea de tumores renais localizados".
Ele analisou resultados oncológicos e funcionais de longo prazo em mais de 100 pacientes, acompanhados por 8,5 anos em média, e demonstrou que os métodos ablativos são seguros em sua aplicação, apresentando menos de 8% de complicações na realização dos procedimentos. A ablação de tumor também não interfere na função renal e o paciente retorna às atividades laborais mais rapidamente.
 
Indicações para ablação do tumor no rim:
 
  • Tumores menores que 4 cm.
  • Lesão que esteja em local de difícil acesso cirúrgico.
  • Pacientes com função renal ruim (quase próximo da necessidade de fazer hemodiálise).
  • Pacientes com múltiplos tumores renais (existem síndromes que cursam com múltiplos tumores renais).
  • Pacientes com rim único.
  • Pacientes com comorbidades (pressão alta, diabetes, coronariopatia, obesidade)
 

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