Hospital Santa Rita

04 de Dezembro de 2020 -

21/11/2013 - 12:18:48 - Atualizado em 21/11/2013 - 12:18:48

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Hospital Santa Rita passa a utilizar técnica mais moderna para corrigir aneurisma cerebral

O Hospital Santa Rita de Cássia investe no setor de Neurocirurgia e passa a usar a embolização, que é um método endovascular de tratamento utilizado para corrigir Aneurismas. "O procedimento é o mais moderno para a correção, pois é uma técnica menos invasiva que utiliza cateteres, oferece menor tempo de internação e permite que tudo aconteça sem a necessidade da abertura do crânio", explica o neurocirurgião, Tiago Madeira.

Aneurisma cerebral ou aneurisma sacular é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A pressão do sangue na parede da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma dilatação que pode ir crescendo lenta e progressivamente. À medida que  o aneurisma cresce, a chance de ocorrer o sangramento aumenta. A ruptura do aneurisma causa uma hemorragia intracraniana (Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico - AVC), quadro extremamente grave.  

O problema atinge aproximadamente 2 a 3% da população mundial. Por conta disso, cada vez mais,  os neurocirurgiões idealizam procedimentos mais modernos para tratar o aneurisma. 

Tratamento Endovascular - Embolização

O tratamento endovascular do aneurisma cerebral (embolização) é realizado na sala de hemodinâmica, utilizando-se cateter. Através do cateter, o aneurisma é preenchido com micro - molas de platina, impedindo que o fluxo de sangue entre no aneurisma, evitando, assim, a sua ruptura (sangramento). A artéria que tinha um aneurisma permanece aberta levando sangue de maneira adequada para o cérebro. 

Além desse procedimento, a área de neurorradiologia intervencionista vem descobrindo  novas maneiras para atender  aos pacientes. A mais moderna no momento usa um Stent redirencionador de fluxo. Esse Stent é uma peça de metal que entra pelo corpo do paciente, por meio de micro- cateter e tem como função impedir a entrada do fluxo sanguíneo para o aneurisma, fazendo  com que ele não sofra rupturas. 

Essa técnica reduz a possibilibilidade do aneurisma recanalizar (voltar a encher) e serve para tratar casos mais complexos. A  técnica de embolização de aneurismas cerebrais também possibilita uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, a redução quase total da taxa de infecção hospitalare menos trauma, já que não há abertura do crânio e uma alta hospitalar precoce. Além disso, esse procedimento não deixa cicatriz, que é um fator de permanente preocupação das pessoas. 

Apesar da evolução o procedimento possui riscos e requer os mesmos cuidados, considerando-se que é realizado em uma área delicada, o cérebro. 

Embolização

O tratamento por embolização dos aneurismas cerebrais começa com a inserção de um cateter (pequeno tubo plástico) na raiz da coxa, na artéria femoral na perna do paciente que navega pelo corpo até chegar ao interior do aneurisma.  

Por meio desaa viagem pelo corpo, levadas pelo cateter, pequenas molas ou espirais de platina são inseridas aos poucos dentro do aneurisma até a oclusão total dele,  impedindo, dessa forma, o sangramento. 

Causas

Predisposição familiar, hipertensão arterial (a pressão alta facilita o desenvolvimento e a ruptura dos aneurismas), cigarro.

Sintomas

Aneurismas, geralmente, são assintomáticos até o momento da ruptura. O sintoma mais comum após a ruptura é uma dor de cabeça súbita e intensa, muitas vezes considerada a "pior dor de cabeça que a pessoa já teve". Sangramentos abundantes podem ser fatais.

Diagnóstico
 

A angio-ressonância magnética é um exame fundamental para o diagnóstico dos aneurismas. O ideal seria que fossem detectados precocemente, antes de sangrarem, mas isso raramente acontece, porque essa avaliação não está incluída na rotina dos check-up.

Exames que diagnosticam a doença: angiografia por cateterismo cerebral, por ressonância magnética e por tomografia computadorizada. Lembrando que a tomografia convencional geralmente não detecta o aneurisma antes da ruptura.

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